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Legenda da foto, Momento em que Trump é retirado da mesa25 abril 2026, 22:34 -03
Atualizado Há 58 minutos
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O presidente americano Donald Trump foi retirado às pressas de um hotel em Washington neste sábado (25/4) após tiros serem ouvidos no local, onde ele discursaria no tradicional jantar com os correspondentes da Casa Branca.
Momentos depois, o próprio Trump deu uma entrevista coletiva em que informou que um homem munido com diversas armas abriu fogo e tentou entrar no local do evento antes de ser detido pela segurança.
Um agente ficou ferido na ação, mas foi salvo pelo colete à prova de balas e está bem, segundo o presidente americano, que divulgou também imagens das câmeras de segurança onde o provável suspeito aparece correndo.
O agente recebeu alta do hospital no domingo, segundo os meios de comunicação dos EUA CNN e NBC.
“Minha impressão é que ele era um lobo solitário maluco”, disse Trump. “Essas pessoas são loucas. São pessoas loucas, e precisam ser contidas.”
O suspeito foi identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, morador de Torrance, na Califórnia, segundo a CBS, parceira da BBC nos EUA.
Segundo as autoridades, Allen será alvo de acusação formal na segunda-feira e irá responder por uso de arma de fogo durante crime violento e agressão a agentes federais.
Segundo a CBS News, o homem disse às autoridades que tinha como alvo autoridades ligadas ao presidente americano Donald Trump.
Citando duas fontes não identificadas, a CBS afirma também que entre cinco e oito tiros foram disparados durante o incidente.
O tumulto foi percebido por volta das 20h35 no horário local (21h25 em Brasília), quando Trump e a primeira-dama Melania já estavam no local do evento, no hotel Hilton Washington, na capital americana.
Um barulho alto foi ouvido e, em seguida, vários membros do serviço secreto escoltaram o presidente, que já estava na mesa principal, para fora do local enquanto pessoas gritavam “abaixem-se, abaixem-se”.
Logo depois, o serviço secreto americano informou que Trump, Melania e outros membros do governo, incluindo o diretor do FBI, não haviam ficado feridos. A viúva do ativista Charlie Kirk, que foi morto por um atirador, também estava presente no local.
O jantar com os correspondentes foi adiado. Seria a primeira participação de Trump no evento desde que chegou à Casa Branca.

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Legenda da foto, Participantes do jantar saem às pressas
‘Nenhum país está imune’ à violência política, diz Trump
Na coletiva de imprensa, Trump foi questionado sobre qual seria sua mensagem ao mundo após o incidente e respondeu: “Você pode ter o melhor esquema de segurança do mundo, mas se houver um maluco, ele pode causar problemas”.
O presidente disse que participar da política nos Estados Unidos tem um custo e acrescentou que há violência política em todo o mundo.
“Não consigo imaginar que exista alguma profissão mais perigosa”, afirmou, acrescentando que “nenhum país está imune”.
Trump já foi alvo de duas tentativas de assasssinato desde a campanha de reeleição, há pouco mais de um ano.
Dois meses mais tarde, agentes do Serviço Secreto capturaram um homem armado escondido no clube de golfe de Trump, em West Palm Beach, na Flórida, enquanto o republicano estava no local. O caso foi considerado uma tentativa de assassinato, e o suspeito foi condenado à prisão perpétua neste ano.

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Legenda da foto, Pessoas se abaixam durante o jantar
O ex-embaixador do Reino Unido nos EUA Kim Darroch disse à Laura Kuenssberg, da BBC, que há “claros problemas de segurança” no evento.
Tudo o que é preciso fazer é “mostrar o cartão de convite… para entrar no prédio”, diz ele. Depois, para entrar no salão de baile, passa-se por um detector de metais e por uma revista de bolsas, afirma.
“Mas é um hotel e está cheio de hóspedes que estão ali simplesmente hospedados”, acrescenta.
Para alguém com “más intenções”, há “apenas uma barreira de segurança que você precisa superar”, diz ele.
O correspondente-chefe da BBC na América do Norte, Gary O’Donoghue, participou do jantar. Mais cedo, ele descreveu as cenas dentro do salão de baile.
“”Caminhei alguns quarteirões até o hotel e depois mostrei meu convite para alguém que olhou para ele a uns dois metros de distância. Ninguém pediu para ver meu documento de identidade”, afirmou.
Ele disse que foi revistado “de forma leve” ao entrar no salão, mas mesmo quando o detector apitou eles não pediram para que esvaziasse os bolsos.
“O Serviço Secreto fez o seu trabalho, impediu esse homem de entrar no salão de baile. Mas esse cordão de segurança estava logo do lado de fora das portas do salão, e, claro, o hotel estava cheio de hóspedes comuns.”

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Legenda da foto, Correspondente da BBC que esteve no local disse que ninguém viu seu documento de identidade
Atentado contra Reagan foi no mesmo local
O jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca é uma tradição da imprensa americana que remonta a 1921 e historicamente conta com a presença do presidente americano em exercício.
Seria a primeira vez que Trump participaria do evento em suas duas passagens pela presidência. Neste sábado, a expectativa é que o americano discursasse no evento.
Vários correspondentes da BBC que estavam no local relataram cenas de grande confusão após o som dos tiros.
Agentes do Serviço Secreto dos EUA foram vistos escoltando o presidente e a primeira-dama para fora da sala, enquanto autoridades graduadas do governo, incluindo o secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr. e o secretário de Defesa Pete Hegseth, foram retiradas às pressas por suas equipes de segurança.
Outros participantes permaneceram no salão de baile sob confinamento (lockdown), com muitos jornalistas tentando informar o ocorrido às suas respectivas organizações.
O incidente ocorreu no Washington Hilton, o mesmo hotel onde o então presidente dos EUA Ronald Reagan foi baleado e ferido em 1981.
O ataque aconteceu em 30 de março de 1981, quando o agressor, John Hinckley Jr., disparou contra Reagan enquanto ele retornava à sua limusine após um discurso dentro do hotel.
Reagan sobreviveu, mas ficou gravemente ferido após uma bala ricochetear na lateral da limusine presidencial e atingi-lo no torso, quebrando uma costela e perfurando um dos pulmões.
Um ano depois, Hinckley foi considerado inocente por motivo de insanidade, mas ficou internado em uma ala de alta segurança do Hospital St. Elizabeths, em Washington, até receber alta em 2016.
Uma placa marca o local do atentado contra Reagan na lateral do hotel.


